sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cannabis Medicinal - Ainda duvidas Laranjeira? - Anti-lobby 08#

Dr. Ronaldo Laranjeira questiona o uso medicinal da Cannabis Sativa afirmando que tal ponto ainda relaciona-se com a “mística” da maconha. Felizmente, temos diversas outras opiniões de médicos e cientistas que afirmam com toda a certeza o potencial medicinal da Cannabis Sativa, inclusive o Dr. Elisaldo Carlini foi professor de Ronaldo Laranjeira quando este ainda estava especializando-se em psiquiatria - parece que essa aula o Laranjeira faltou.
Entenda mais assistindo o vídeo:

Além dos médicos e cientistas que aparecem no vídeo, segue abaixo as instituições médicas pelo mundo que não concordam com o Dr. Ronaldo Laranjeira e que já anunciaram que notam a Cannabis Sativa como uma substância de alto valor medicinal.
Quem você acha que está com a razão, Dr. Ronaldo Laranjeira e sua clínica de “reabilitação” ou as instituições acima que já confirmaram o potencial medicamentoso da Cannabis Sativa? Dê a sua opinião!

Dr. Laranjeira: Agente de saúde? - Anti-lobby 07#

                Uma das motivações para criamos o blog foi a idéia de que a política proibicionista falhou, e que novas idéias e alternativas devem ser debatidas para mudarmos o atual cenário de esquizofrênico de combate às drogas.
                O que mais nos chamou atenção ao estudarmos o material do Dr. Laranjeira é o fato de ele sempre posicionar-se firmemente a favor da proibição e da manutenção do sistema de guerra às drogas. Como um agente da saúde, como que o Dr. Laranjeira acredita que o melhor caminho para tratarmos usuários é através do enfretamento bélico e armado aos traficantes de drogas? As milhares de mortes de pessoas inocentes que nada tem a haver com o uso de determinada substância demonstram que a proibição aumenta os problemas e quem sofre com eles é toda a sociedade, e não apenas os usuários que conscientemente resolverem utilizar uma substância ilegal.
                Ao defender as atuais políticas públicas de combate às drogas, Dr. Laranjeira se posiciona a favor da guerra armada e da repressão sem sentido. Já são mais de 100 anos de guerra às drogas, e os relatórios de diversas instituições (até mesmo a própria ONU) demonstram que a estratégia de enfrentamento armado falhou de forma categórica.
                Aí vem a pergunta que não quer calar: Se países como Portugal, que iniciaram um processo de redução dos níveis de consumo através de políticas baseadas no tratamento de saúde e reinserção na sociedade, estão alcançando resultados positivos, nunca antes alcançados, por que o Dr. Laranjeira - um AGENTE da saúde - insiste em defender a proibição focada na pura e simples repressão? É um paradoxo gigantesco fornecer serviços de tratamento a usuários em sua clínica ALAMEDAS e ao mesmo tempo aparecer nos meios de comunicação defendendo de forma FIRME a manutenção de um sistema baseado na violência, na proibição. Pode-se afirmar que suas falas são totalmente contrárias aos seus atos.
                Com isso em mente é de se perguntar: Será que é seguro deixar o seu filho, ou filha, ou marido, ou esposa, etc, em um lugar onde o “Agente de Saúde” encabeçador tem tantas atitudes não condizentes com o que ele próprio fala? Até que ponto o mesmo influenciará seus “pacientes”? Desde quando é possível corrigir algum ser por meio da repressão?
                Repressão e supressão só causam dor, revolta e tristeza. Qualquer pessoa de boa índole procura agir com ética e respeito. Se estivesse doente, colocaria sua vida nas mãos de um médico que visa apenas o dinheiro e seus próprios interesses, mesmo sabendo o que há por trás da cortina?
                Pense nisso.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Repressão vs Conhecimento - Anti-lobby 06#

O debate abaixo exibido é um exemplo de conhecimento bem aplicado. Demonstra que os cientistas ali expostos não são meros “ativistas travestidos de cientistas”, conforme expressão utilizada pelo Dr. Laranjeira em seu blog.
Eis a “informação” do Dr. Laranjeira:
Dr Laranjeira afirma que “temos que proteger os adolescentes”, porém, será que a proibição não faz exatamente o contrário? Os neurocientistas Sidarta Ribeiro e Renato Malcher posicionam-se a favor da legalização, pois apenas em um mercado regulado é possível saber qual a farmacologia das substâncias vendidas para os consumidores, uma aula de ciência e de real preocupação com os usuários de drogas.
 Segue a categórica resposta do Neurocientista Sidarta Ribeiro e finalizando com os comentários de Renato Malcher.
Novamente Sidarta Ribeiro rebate as afirmações feitas pelo Dr. Laranjeira sobre o modelo sueco de políticas públicas sobre drogas, demonstrando seu amplo conhecimento científico ao discorrer sobre o assunto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Maconha é uma droga semi-legal? Segundo Laranjeira, sim! Anti-lobby 05#

                Atente à essa afirmação:“ A maconha é uma droga semi-legal”.
                Novamente apontamos para o fato de o Dr. Laranjeira não ter nenhum comprometimento com a realidade. Muitos são os casos de usuários de maconha presos como traficantes. O modelo sugerido pela lei 11.343 acaba sendo totalmente preconceituoso uma vez que são levados em conta o status social do usuário e a área onde este reside, muitas vezes apontando como traficantes usuários que vivem em comunidades carentes e como simples consumidores os usuários que possuem um nível de renda maior.
                Abaixo, segue a notícia que foi veiculada pela Folha de São Paulo demonstrando que a atual lei não funciona e acaba encarcerando indivíduos que não são perigosos para a sociedade.
“Lei anti-drogas aumenta lotação carcerária”  - 25/07/2011
                Criada há quase cinco anos para acabar com pena de prisão para usuários de maconha, a lei antidrogas gerou efeito contrário: contribuiu para superlotar presídios, informa a reportagem de Mario Cesar Carvalho, publicada na edição desta segunda-feira da Folha.
A ideia original era que usuários prestassem serviços comunitários ou vissem palestras sobre drogas. Mas, de 2006 a 2010, o número de presos por tráfico aumentou 118% e chegou a 86,6 mil.
No mesmo período, a população carcerária cresceu 37% e passou a 496,2 mil.
Para a professora de direito da UFRJ Luciana Boiteux, o aumento tem duas razões: a pena mínima por tráfico subiu de três para cinco anos e usuários vêm sendo punidos como traficantes.

Cracolândia, um exemplo de descriminalização? Anti-lobby 04#

                A seguinte sentença é utilizada no vídeo que segue:
                “Uma grande experiência que nós temos de descriminalização,  que é passear na cracolândia. As cracolandias no Brasil são experiências de descriminalização”.

                É importante lembrar que do ponto de vista da legislação brasileira a afirmação acima dita pelo Dr. Ronaldo Laranjeira é falsa. O consumo de qualquer droga com status ilegal ainda é visto como crime pela lei 11.343. 
                Vale ressaltar que embora a lei de drogas tenha sido modificada em 2006, as interpretações ainda são muito dúbias e tendem a discriminar o usuário por classe social, assim um usuário que more em área de baixa renda pode ser visto como traficante por algum delegado enquanto o usuário de alguma zona nobre é visto como apenas um consumidor.  Embora os avanços da lei 11.343 separando a imagem de usuário e traficante sejam relevantes, muitos são os casos de usuários que foram presos pela interpretação errônea por parte do delegado, e que acabam ficando enclausurados como traficantes.
                Novamente apontamos para o fato do Dr. Laranjeira, um agente de saúde, afirmar que as cracolândias são um exemplo de descriminalização. Como já citamos no texto "Descriminalização portuguesa é exemplo mundial", a pura e simples descriminalização certamente não gera os efeitos desejados de diminuição do consumo, porém através da descriminalização juntamente com um sistema unificado de saúde que tenha real preocupação com os problemas dos dependentes problemáticos de droga, pode sim auxiliar na melhora da qualidade de vida, tanto do coletivo como do próprio usuário, reduzindo os níveis de consumo.
                Afirmar que a abordagem utilizada nos dias de hoje é um exemplo de descriminalização, é negar o fato de que os usuários necessitam de agentes de saúde para melhorarem seus quadros psicológicos e físicos, pois dificilmente encontramos planos de tratamentos públicos a usuários de crack. Os usuários estão entregues à própria sorte.
                Se Ronaldo Laranjeira afirma que o modelo de descriminalização são as cracolândias, então não veríamos imagens da força policial cumprindo seu “dever” de combater as drogas e os usuários de drogas, assim que, uma vez a droga descriminalizada, o aparato policial apenas serviria de ajuda para os agentes de saúde que tentam auxiliar os usuários.
                Portanto, após a afirmação por parte do Dr. Laranjeira sobre as cracolândias, podemos afirmar que o modelo sugerido de descriminalização conhecido pelo mesmo se retrata no vídeo abaixo:  

                Fica a pergunta. Existe real interesse com a saúde dos usuários de crack? Como que profissionais da saúde, como o Dr. Ronaldo Laranjeira, afirmam que esse é um modelo de descriminalização se não existe nenhum agente de saúde, tanto do setor público como privado, para ajudarem esses usuários? Onde está a real preocupação com tratamento e inserção desses indivíduos na sociedade ?
                Muitas pessoas tendem a receber as notícias de usuários de crack com certa emoção negativa, acreditando que eles mesmos escolheram esse caminho. Porém, qualquer agente de saúde deve prezar pela vida e pela melhora nos quadros clínicos de usuários de drogas. Se o Dr. Ronaldo Laranjeira acredita que esse é um modelo de descriminalização, por que não utiliza de seu poder e a estrutura de sua clínica de reabilitação para abrir as portas para esses usuários?
                Os autores do blog acreditam que a visão do Dr. Laranjeira é extremamente limitada quando o assunto é saúde de usuários de drogas, pois se o modelo acima é um exemplo de descriminalização fica claro que o Dr. Laranjeira desconhece as alternativas de redução de danos implementadas em países europeus, em especial, Portugal.
                Podemos afirmar que o Dr Laranjeira é a favor do sistema bélico de enfrentamento. Tal afirmação pode ser feita uma vez que o mesmo apóia e defende a manutenção das atuais políticas pública sobre drogas focadas na repressão armada ao consumo e ao tráfico de drogas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descriminalização portuguesa é exemplo mundial - Anti-lobby 03#

              Nesse vídeo Dr. Laranjeira pede ao diretor do filme “Quebrando Tabu” Fernando Groistein que cite algum exemplo onde as políticas de repressão foram afrouxadas e tanto o consumo como o dano social tenham diminuído:
              Um ponto curioso na postura do Dr. Laranjeira é seu intenso esforço para defender as atuais políticas de combate às drogas. Como profissional da saúde, é de se estranhar ver o Dr. Laranjeira apoiar o sistema bélico e de enfrentamento armado para combater as drogas que tem como produto final a morte de pessoas que tinham ou não ligação com o tráfico armado.

              É importante ressaltar que no debate sobre as drogas deve prevalecer a fidelidade à realidade, pois sem esta estaríamos todos sujeitos a suposições e crenças sem nenhum tipo de comprovação científica. No caso da pergunta do Dr. Laranjeira, também estranhamos que o mesmo não conheça as políticas de redução de danos criadas pelo governo português em 1999, onde todas as drogas ilegais foram descriminalizadas, ou seja, nenhum usuário mais teve sua liberdade privada e muito menos seus direitos civis interrompidos por conta de algum flagrante de uso de determinada substância.

              Após Portugal descriminalizar todas as drogas e focar seus esforços em saúde - que antigamente eram direcionados para a prisão de usuários inofensivos - as taxas de consumo de todas as drogas caíram, inclusive da Cannabis Sativa.

              A estratégia desenvolvida pelo presidente do Instituto de Droga e Toxicodepedência (IDT) João Goulart, foi a de abrir o sistema de saúde para os usuários que antigamente tinham medo de se apresentar aos hospitais devido ao estigma de “drogados” que enfrentavam pela sociedade. A lógica era simples: uma vez a droga descriminalizada, o usuário não teria problema de se apresentar em algum posto médico e ser “pego” pela policia que estaria no local ou seria chamada por algum componente do grupo médico; o usuário perdeu o medo de se apresentar como um dependente que realmente precisa de ajuda, aumentando assim a assistência do Estado ao usuário de drogas. Fica claro o seguinte: para que o sucesso dessa estratégica ocorra, todo o sistema público de saúde deve estar aberto ao usuário, oferecendo tratamento, prevenção e inserção na sociedade após o usuário ter conseguido abandonar seu problema com as drogas.

              O número de usuários que procurou ajuda médica do Estado apenas aumentou com a mudança na política de drogas, como demonstrando no gráfico abaixo:
        Quadro demonstrando o número de usuários tratados pelo sistema público de saúde português – Dados retirados do IDT (Instituto de Droga e Toxicodependência).

              É importante ressaltar que a política de combate às drogas implementada em Portugal tinha como principal preocupação recuperar os usuários de drogas pesadas, principalmente dependentes de heroína e cocaína, devido aos altos índices de consumo que essas substâncias atingiam em solo português. Dessa maneira, apresentam-se abaixo os resultados das políticas públicas baseada nos pilares da redução de danos.

        - Heroína

              Embora a heroína tenha níveis de consumo menores do que cannabis, ecstasy e cocaína, ela se apresenta como a droga que causa maiores problemas tanto para o próprio usuário como para o espaço público. A maior preocupação do governo português ao criar as novas políticas públicas de tratamento de dependentes químicos era a de diminuir os níveis de transmissão do vírus HIV através do compartilhamento de seringas não esterilizadas e assim diminuir o número de mortes relacionadas ao consumo irresponsável de heroína.
É notável o aumento de usuários problemáticos de heroína que buscou tratamento no sistema público de saúde português, uma vez que todas as drogas foram descriminalizadas em 1999, a porcentagem de usuários que buscou ajuda saltou de 15% para 25% em apenas 1 ano, de 2009 para 2010.

              Fica claro que uma vez que o Estado não se demonstre “contra” os usuários de drogas pesadas através do encarceramento do mesmo, os índices de busca por tratamento pelos próprios dependentes tende a aumentar, demonstrando mais uma vez a idéia defendida pelo blog de que o Estado NÃO deve agir de forma punitiva aos usuários problemáticos de drogas, mas sim atuar como um agente que preza pelo bem estar do individuo e o coletivo fornecendo materiais e profissionais de prevenção e tratamento aos usuários que venham a desenvolver algum tipo de problema relacionado ao uso ou abuso de drogas.

              Os dados e os resultados de uma política mais humana e menos focada na pura e simples repressão não deixam margem para interpretações equívocas como a do Dr. Laranjeira.

              Seguem abaixo algumas das conquistas do governo português no combate sincero e atencioso às drogas:
        * O consumo de maconha caiu de 13,6% para 9,1%.
        * a percentagem de uso de droga injetável caiu de 36% para 7% entre os usuários mais pesados nos últimos dez anos.
        *Dados retirados do Instituto de Droga e Toxicodependência (IDT)

              Dessa forma, demonstramos ao Dr. Laranjeira que é possível SIM diminuir as taxas de consumo através de uma atitude mais humana por parte do Estado e dos agentes de saúde. A descriminalização pura e simples certamente não emite os efeitos desejados de redução de consumo, porém, através de uma estratégia unificada e nacional de prevenção e tratamento juntamente com a não inclusão do usuário no sistema penal como “criminoso”, trazem alternativas interessantíssimas para os profissionais da saúde que tem real interesse pelo bem estar social e coletivo. Aclaramos que somos totalmente contra qualquer forma de combate às drogas pura e simplesmente repressiva baseada no sistema bélico de enfrentamento, a saúde e a paz que os usuários problemáticos de drogas tanto buscam nunca estará em um cassetete ou em uma arma, mas sim em um profissional de saúde preparado e com sensibilidade aos problemas do usuário.

              Também é curioso o fato do Dr. Laranjeira não conhecer o caso de Portugual, que foi noticiado pelo mundo inteiro como um caso de sucesso no enfrentamento ao combate às drogas sem força policial. Afinal, como um agente da saúde o Dr. Laranjeira deveria ter a obrigação de conhecer um caso onde armas e violência não fazem parte das políticas públicas sobre drogas. A falta de conhecimento desse material por parte do Dr. Laranjeira é realmente preocupante, uma vez que este assume um cargo de aparente credibilidade e uma imagem tida como séria nos meios de comunicação e preocupado com os aumentos de consumo de drogas no Brasil.

              Outro ponto interessante, é que as atuais políticas públicas portuguesas seriam implementadas em conjunto tanto no Brasil como em Portugal, porém, na época (1999) o presidente FHC não concordou com as estratégias apresentadas e acabou vetando a implementação dessa política de redução de danos, optando pelo sistema de enfrentamento bélico ao narcotráfico e a prisão de usuários de drogas ilegais.

              Hoje em dia FHC dá palestras e reúne-se com grandes líderes para regulamentar o uso de Cannabis e descriminalizar outras drogas.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Repressão X Redução de consumo - Anti-lobby 02#

                Dr. Ronaldo Laranjeira afirma que níveis de consumo em países que reprimem menos é maior.
Assista:

                Tal afirmação foi feita pelo Dr. Laranjeira quando questionado sobre a relação do aumento de usuários de maconha e o uso de políticas mais liberais como é o caso da Holanda e países como Portugal.
                 De acordo com a lógica do Dr. Laranjeira, quanto mais acessível é a droga maior será o número de usuários dessa substância. Porém, não é essa a realidade que os números nos apresentam.
              De acordo com o Centro de Monitoração Européia de Drogas e Adição (EMCDDA- http://www.emcdda.europa.eu/ ) em pesquisa realizada em 2010, os níveis de consumo de maconha e haxixe na Holanda é um dos menores da União Européia tendo uma proporção de usuários de drogas leves (uma vez por mês) de 9,5% da população. Comparando com países como Reino Unido (13,8%), Alemanha (11,9%), República Tcheca (19,3%), Dinamarca (13,3%), França (16,7%), Slovakia (14,7%) e Itália (20.9%) -- onde a droga é totalmente ilegal e o acesso é somente através do mercado negro.
                Já comparando os dados de EUA e Holanda também notamos que o consumo de Cannabis em solo norte-americano tende a ser mais alto do que nos Países Baixos, como demonstrado no estudo realizado em 1998-1997
Fonte Dados EUA - US Department of Health and Human Services, Substance Abuse and Mental Health Services Administration, National Household Survey on Drug Abuse: Main Findings 1998 (Washington, DC: US Department of Health and Human Services, March 2000), pp. 18, 24.
Fonte Dados Holanda - Abraham, Manja D., Cohen, Peter D.A., van Til, Roelf-Jan, and de Winter, Marielle A.L., University of Amsterdam, Centre for Drug Research, Licit and Illicit Drug Use in the Netherlands, 1997 (Amsterdam: University of Amsterdam, September 1999), pp. 39, 45.
E essas mesmas fontes nos passam outros dados alarmantes: O número de mortes ligadas a drogas na Holanda são, juntamente com outros 5 países, os menores da União Européia. Só para ter alguns dados comparativos. São 2.4 mortes relacionadas a drogas a cada milhão de habitantes (na frança esse numero salta para 9.4, na Alemanha 20, na Suécia 23.5).
Ou seja, a política mais repressiva da Europa é a que gera mais mortes relacionadas a drogas, o mesmo estilo de política que o Dr. Laranjeira apóia que seja utilizado no Brasil.Deve-se entender que apoiar a manutenção do proibicionismo é apoiar as mesmas estratégias de combate às drogas que vem sendo utilizadas há mais de 100 anos sem nenhum resultado; a proibição baseada no enfrentamento bélico não é e nunca vai ser a solução do problemas das drogas. Devemos direcionar todo o montante que atualmente é empregado na guerra às drogas ao sistema público de saúde, apenas assim teremos uma visão mais humana e saudável tanto sobre o usuário problemático de drogas como um maior respeito às liberdades individuais.
Analisando os dados apresentados acima pode-se afirmar que os países que possuem políticas de drogas mais repressivas tendem a ter um maior número de usuários (França com 16,7% de usuários e EUA com 33%) se comparado a países onde as leis relacionadas às drogas tendem a ser mais liberais como é o caso da Holanda (9,5% de usuários).
Dessa maneira, pode-se afirmar que a conclusão do Dr Laranjeiras não possui comprometimento com a realidade, uma vez que os números demonstram de forma clara que o status ilegal de uma substância não afeta os níveis de consumo.

Siga-nos por e-mail

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes